Como preparar os alunos para as questões do ENEM?
Luísa França out 06, 2016

Entenda mais sobre as questões do ENEM

Faltando poucos dias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), escolas, professores e alunos intensificam a preparação para as provas para que o resultado final atenda às expectativas de todos, que passaram o ano se preparando para o exame. Mais de 9 milhões de pessoas se inscreveram para responder, nos dias 5 e 6 de novembro, às 180 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Ciências da Natureza e suas Tecnologias, além da Redação.

Criado em 1998, o Enem já teve diversas caras e formatos e, ao longo desses quase 20 anos, se consolidou como um formato de prova bem particular. No texto de hoje vamos mostrar como preparar bem seus alunos, pensando nos métodos de como a prova e as próprias questões são feitas. Acompanhe!

A importância dos simulados para uma boa preparação

Para fazer uma boa prova do Enem, é essencial conhecer a fundo como ela é feita e o que exige dos alunos. Os testes costumam ser desgastantes em relação ao grande volume de leitura e ao tempo. O candidato que não se prepara adequadamente pode perder pontos valiosos que farão diferença na chance de garantir a vaga em uma instituição de ensino superior.

Para isso, o melhor método de preparação é realizar simulados. Isso permite que os alunos sejam testados em condições bem parecidas com o que encontrarão no dia do exame. Os simulados são importantes para que o estudante tenha contato com o estilo das questões do Enem, que têm um viés bastante interpretativo e costumam ter um enunciado grande e que exige concentração e interpretação de texto.

Hoje em dia, alternativas interessantes têm surgido, como os simulados online, que poupam tempo de aplicação e de correção e reduzem custos de impressão, permitindo que o aluno possa fazer mais testes e não necessariamente apenas na escola.

Veja mais no nosso ebook gratuito: “A importância da realização de simulados no formato ENEM”

Questões do ENEM: importância de simulados

Jogando a favor do tempo

“Não deu tempo”.

Essa é uma das frases prediletas usadas por alguns alunos que não conseguiram passar por todas as questões ou preencher todo o gabarito durante as 4 (ou 5) horas e 30 minutos de prova do Enem. O tempo é um fator determinante para o sucesso do exame e saber gerenciá-lo é fundamental.

Em tese, se dividirmos o tempo de prova de múltipla escolha pela quantidade de questões, cada aluno terá três minutos para responder a cada uma delas. No entanto, o tempo é ainda mais apertado, já que é preciso ler e compreender cada um dos enunciados, visualizar e interpretar gráficos e tabelas e, por fim, passar a limpo o gabarito. Uma dica é começar a prova pelo conteúdo que o candidato tem mais domínio e não insistir demais nas questões que gastam muito tempo — o ideal é deixá-las por último e seguir em frente.

Adaptando os alunos às questões do Enem

Ao longo do ano, o ideal é que o professor elabore simulados, atividades e intervenções pedagógicas que, gradualmente, vão adaptando as provas que o estudante está acostumado a fazer na escola ao que é exigido pelo Enem. Uma opção é, aos poucos, começar a incluir algumas questões de provas anteriores.

Com essas ideias na cabeça, é hora de preparar um cronograma de simulados para seus alunos e monitorar o rendimento de cada um. É importante que, além da nota — que serve para comparar se o desempenho melhorou ou piorou ao longo do tempo — eles recebam um feedback com relação aos seus erros. Onde estão as dificuldades de aprendizagem? Como superá-las? Essas são duas situações que, após cada simulado, professores e estudantes devem responder juntos.

Como são elaboradas as provas e questões do Enem?

O formato atual do Enem dividiu a prova em cinco partes, metade delas aplicada em um sábado e a outra em um domingo:

Ciências Humanas e suas Tecnologias;

Ciências da Natureza e suas Tecnologias;

Matemática e suas Tecnologias;

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;

Redação.

Cada uma dessas provas, exceto Redação, é composta por 45 questões de múltipla escolha, que apresentam 5 possibilidades de resposta para cada pergunta.

Ao estabelecer um modelo de conteúdo que deveria ser cobrado em cada prova, o Inep — órgão responsável pelo Enem — apostou que ele deveria ter algumas características próprias. A partir daí, as escolas passaram a mudar um pouco mais seus métodos de ensino e de avaliação para preparar melhor os alunos para o que o exame cobrava.

Interdisciplinaridade

Uma dessas características é a interdisciplinaridade. Ao escolher apenas quatro temas distintos para as provas, o MEC optou por juntar diversos conteúdos estudados separadamente nas escolas em um só. É o caso de Ciências Humanas e suas Tecnologias (que agrega conhecimentos de Geografia, História, Filosofia e Sociologia, por exemplo) ou Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química). Isso faz com que uma questão tenha aspectos de várias áreas do conhecimento.

Atualidade

Outra característica forte é a atualidade. Não basta saber tudo que está escrito nos livros didáticos se o aluno não consegue interpretar fatos do cotidiano à luz do que aprendeu nos materiais impressos. Por isso, as questões com enunciados grandes geralmente exploram trechos de reportagens ou artigos publicados na imprensa que devem ser interpretados a partir dos conhecimentos obtidos pelo aluno.

O conceito do distrator

O item Enem é composto pelo texto-base, pelo enunciado e pelas alternativas de resposta. Estas são apresentadas em cinco opções, sendo uma o gabarito e quatro os distratores, que indicam as alternativas incorretas. Essas respostas devem ser plausíveis e mostrar aos professores e gestores os erros comuns cometidos pelos alunos durante a resolução da questão.

Questões do ENEM: características do item

O que é a Teoria de Resposta ao Item?

Esse um item fundamental e que nem todo mundo que vai fazer a prova do Enem tem conhecimento. Desde 2009, o TRI (Teoria de Resposta ao Item) é o método de avaliação usado pelo Inep. Em resumo, a metodologia valoriza a coerência dos alunos nas respostas e permite a comparação de desempenho dos alunos em exames diferentes. Leia sobre a TRI (Teoria de Resposta ao Item) mais aqui

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