Como aumentar a previsibilidade do resultado dos alunos?

Luísa França fev 16, 2017

Como aumentar a previsibilidade do resultado dos alunos?

No último texto que publicamos a respeito da previsibilidade do resultado, abordamos alguns fatores responsáveis pela imprevisibilidade. É nítido como ela pode ser prejudicial, afetando inclusive a campanha de matrículas da escola.

Mas como contornar essa situação? Vamos conferir agora como as escolas podem tornar o resultado dos alunos mais previsível.

1. Avaliação contínua dos alunos

O primeiro passo para não se surpreender com os resultados consiste em implementar uma cultura de avaliação contínua dos alunos na escola.

É importante que as avaliações não sejam vistas pelos alunos simplesmente como provas, nas quais o aluno é “elogiado” com uma nota boa ou “penalizado” com uma nota ruim. Ao invés disso, deve-se adotar a mentalidade de avaliações como diagnósticos, capazes de indicar pontos fracos e fortes no aprendizado dos alunos.

Nesse sentido, é fundamental que essas atividades sejam aplicadas de maneira recorrente e que sejam encaradas de maneira natural pelos alunos. Com isso, é possível acompanhar de maneira assertiva a evolução do aprendizado e alguma eventual lacuna no ensino.

Uma vez que as avaliações são aplicadas ao longo de todo o ano de forma recorrente, torna-se possível estimar o desempenho dos alunos com mais precisão.

2. Aplicação de simulados com correção TRI

As avaliações das escolas geralmente são corrigidas segundo a Teoria Clássica dos Testes, a TCT. Esse tipo de correção é útil para determinar dificuldades específicas dos alunos, por conteúdo, habilidade ou disciplina.

Por outro lado, provas diferentes que foram corrigidas pela TCT não podem ser comparadas entre si. Elas só podem ser confrontadas quando suas notas forem calculadas de acordo com a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e por isso a aplicação desse tipo de simulado é tão importante.

Quando simulados TRI são aplicados periodicamente, pode-se comparar alunos e turmas diferentes. Além disso, também é possível acompanhar a evolução do aprendizado ao longo dos meses e até anos.

Dessa forma, o ideal é que os simulados TRI sejam aplicados ao longo de todo o Ensino Médio, para a análise do desenvolvimento dos alunos. Com isso, tem-se uma noção real do domínio de cada estudante em cada grande área, o que ajuda a reduzir a incerteza do resultado no ENEM.

3. Aplicação de avaliações externas de larga escala

Acompanhar o aprendizado do aluno é muito importante para tornar o resultado no ENEM mais previsível. Ainda assim, para se ter uma noção mais real de como será o resultado da escola em relação ao resto do país, ou seja, para se ter uma previsibilidade maior em relação às notas e aos níveis de aprovação, é fundamental aplicar avaliações externas de larga escala.

Isso porque tão importante quanto avaliar a evolução dos alunos é analisar o seu desempenho em relação ao de outros estudantes do país.

Por isso as avaliações externas são tão importantes: elas permitem verificar como os alunos estão se saindo em relação a outros jovens, de outras escolas e de outras realidades.

Nesse sentido, uma observação se faz importante: quanto maior a escala de aplicação da avaliação externa, mais os resultados vão se aproximar da realidade do país como um todo. Ou seja, maior a previsibilidade do resultado no exame oficial.

4. Organização de um planejamento pedagógico efetivo

Você já descobriu a importância da avaliação contínua dos alunos, aliada a simulados com nota TRI e avaliações externas com grande escala. Entretanto, de nada adianta aplicar essas medidas de maneira isolada: é necessário incorporá-las a um planejamento pedagógico que contemple três pilares fundamentais: avaliação, análise e intervenção.

Sendo assim, os resultados de cada atividade – seja ela parte da avaliação contínua, simulado com nota TRI ou avaliação externa – devem ser analisados de maneira profunda. A partir deles, é possível levantar dados importantes:

Quais são os conteúdos mais errados pelos meus alunos? Em quais disciplinas eles têm maior dificuldade? Eles têm bom domínio sobre as habilidades? O resultado de uma grande área, quando comparado com alunos de todo o país, é satisfatório? Os conteúdos ensinados no ano anterior foram de fato aprendidos?

Esses são apenas alguns exemplos de análises que devem ser feitas de maneira recorrente, após a aplicação das avaliações.

Após o estudo dos dados, é hora de planejar intervenções pedagógicas. Quando amparadas por estatísticas, as intervenções se tornam muito mais precisas e assertivas. Isso porque elas não vão se basear em uma percepção subjetiva do professor ou coordenador, mas em fatos constatados pelas provas e atividades aplicadas.

A partir daí, os pilares se repetem, formando um ciclo que deve prosseguir ao longo de todo o ano letivo: avaliar, analisar e intervir. O calendário escolar deve, então, ser organizado a partir desses ciclos, determinando os prazos e a duração de cada um com base na realidade da escola.

Esse planejamento pedagógico, fundamentado em avaliar, analisar e intervir, quando aplicado de maneira efetiva ao longo de todo o Ensino Médio, torna os resultados dos alunos mais previsível.

O que você faz hoje para aumentar a previsibilidade dos seus resultados?

Este texto faz parte de uma série sobre previsibilidade dos resultados. No primeiro artigo levantamos alguns fatores que diminuem a previsibilidade dos resultados das escolas e como eles afetam o programa de matrículas.

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